Com Agulhas

Eu gosto de escrever, de inventar uns diálogos loucos em jantares imaginários. Eu gosto de roupas, invento uns modelos e luto pra dar as luzes, partos difíceis esses, idéias. Gosto de comprar roupas e sapatos, futilidades não, estilo próprio; não sou uma fashion victim - a vida é demasiado curta pra rótulos e embalagens estragadas. Eu gosto de café, de canecas e de planos de casamento. Gosto de mim, contudo e com tudo.

Com Canetas

Eu tenho um dois à esquerda na idade, mas não acho que sou tão velha. Chamo minha gata de nenê e dou apelidos adoráveis ao meu namorado. Eu tricoto porque me acalma, produzindo, me agradam as cores das lãs. Eu amo porque não vivo no gris, amor vivo, amo pessoas e filmes e livros e bichos. Eu tenho o Heitor, já me basta de tanto amor. Eu adoro a língua francesa, adoro as idéias parisienses e as boinas e os cafés.

Menina do Violino,

Em dias como hoje, mal-preparados, eu me pergunto umas perguntas sem jeito de responder. Sobre erros, enganos, gafes. Não estamos livres de errar, nunca. Erros bobos, erros sérios. Seja repetir de ano por passar as manhãs no jardim do CEFET, seja mandar rosas vermelhas a uma mãe que acabou de perder seu filho. Uma vida sem erros seria “perfeita” demais, portanto insossa... Insossa como uma casa impecavelmente arrumada, organizada ao extremo – parece haver pouca vida ali. E como pretender não errar? Acredito na impossibilidade de uma vida linear, sem altos e baixos.

Mas a questão que me incomoda não é o erro... São os julgamentos. Por que uma pessoa vai me julgar por ter repetido o ano? Por ter desistido de um curso universitário que não cumpria as minhas expectativas? Por aprender francês em vez de espanhol? Por que uma pessoa vai virar os olhos quando amigos se referem a mim, se dizer superior? Principalmente se a tal pessoa sequer me conhece... Sequer tem a honra de me conhecer.

Tal pessoa, cujo nome não citarei, seria completamente perfeita? Sem erros? Tão boa assim? Acredito que não seja o caso, até porque pessoas bem próximas dela já me citaram falhas. Acreditaria ela que, por tocar o violino, usar roupas alternativas, pretender ser médica é melhor do que eu? E o que é melhor, afinal?

Porque, pra mim, escrever bem é fundamental. Mas pra ti, pode não ser. Pra ti, eu ter me formado um ano depois do previsto pode ser o emblema da minha burrice, pra mim foi só um pequeno contratempo... Deixa-me explicar, eu repeti de ano por problemas pessoais, depressão profunda e comportamento suicida. Naqueles dias tristes, a última coisa que me interessava eram os estudos inúteis do Ensino Médio. Procurava conforto em amigos – que foram meus antes de serem teus -, mas não encontrava. Achei que ficaria bem sozinha, mas precisei de remédios e tratamento. Melhorei por causa disso, por causa do apoio da minha mãe e porque quis. Senti muita vergonha ao repetir de ano, mas me tornei mais madura depois disso. Fortaleci... Não recomendo, mas acredito que tirei o melhor de uma situação adversa. E não sou mais burra do que seria se tivesse passado. Talvez eu seja mais inteligente mesmo do que tu, mas não vou te julgar.

Agora me sinto mais segura, meus passos não são mais tão instáveis. Ainda passei por outros problemas graves, relacionados a comida e imagem corporal, entretanto sou forte o suficiente pra pedir ajuda. Tenho apoio na minha mãe, nos meus irmãos, em poucos amigos e no meu namorado (talvez principalmente nele).

E o meu relacionamento com o Heitor me faz feliz, muito feliz. Me faz segura, ando ao lado de alguém que me ama por quem sou. Por isso, menina do violino, não me desestabilizam as tuas opiniões imaturas. Antes, elas me fazem ter mais vontade de ser quem eu sou, me dão mais determinação pra aprender as línguas que eu quero e me deixam mais confortável com todos os resultados positivos dos meus erros do passado.

6 Moedas no Cofrinho:

  1. Moisés Corrêa disse...
     

    Quem eh a menina do violino?

    Parece que ela te deixou revoltada mesmo...

  2. Heitor "Pimenta" disse...
     

    Aiaiai...

    Só pode ser inveja..

    Nem esquenta com esse comentarios de gente imatura...

    Te amo muito, viu?

  3. Cris Andersen disse...
     

    Em situações normais eu comentaria "a opinião da menina do violino importa sim, tanto que teve um post relacionado a isso, e se fosse realmente insignificante, bem, não te darias ao trabalho de comentar a respeito". Mas eu acho que tu ficaria braba se eu dissesse mesmo isso.

    E eu concordo que escrever bem é fundamental. De todas formas possíveis.

    E... bem, qual o problema de querer ser médica?!?! hein hein?!?!
    humpf!!!

    ^^

    guria... quando vamos fazer algo? em julho to de ferias, mas eu acho que estaras em off

  4. Cris Andersen disse...
     

    promessa é divida hein!!!
    E eu vou cobrar!!!

    E o moises ja me contou meio por cima da guria do violino, pelo menos quem eu acho ser a moça do violino, pelo resto da historia.

    =]

    E vamos sair. MESMO. Ai de ti que fique em off. humpf!

  5. Moisés Corrêa disse...
     

    O POST AH PEGANDO FOGO AUEHAEUHEA!!

    THE ROOF! THE ROOF! THE ROOF IS ON FIRE!!

    EAUeahuaEHEAUheuea

  6. Guilherme Corrêa disse...
     

    Que retrato feio para uma moça que toca violino. Sempre achei as violonistas tão suaves, doces e meigas... :)
    Não devo conhecê-la, mas se há sempre uma chance de afinar o violino, também deve haver uma forma de se afinar o violinista. As pessoas podem mudar e se arrepender e, além disso, guardar mágoas não faz bem para o coração. É o que o Ministério da Saúde adverte.

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