Com Agulhas

Eu gosto de escrever, de inventar uns diálogos loucos em jantares imaginários. Eu gosto de roupas, invento uns modelos e luto pra dar as luzes, partos difíceis esses, idéias. Gosto de comprar roupas e sapatos, futilidades não, estilo próprio; não sou uma fashion victim - a vida é demasiado curta pra rótulos e embalagens estragadas. Eu gosto de café, de canecas e de planos de casamento. Gosto de mim, contudo e com tudo.

Com Canetas

Eu tenho um dois à esquerda na idade, mas não acho que sou tão velha. Chamo minha gata de nenê e dou apelidos adoráveis ao meu namorado. Eu tricoto porque me acalma, produzindo, me agradam as cores das lãs. Eu amo porque não vivo no gris, amor vivo, amo pessoas e filmes e livros e bichos. Eu tenho o Heitor, já me basta de tanto amor. Eu adoro a língua francesa, adoro as idéias parisienses e as boinas e os cafés.

Em verdade vos digo:

Às vezes a gente pensa mal de si mesmo, acha que tudo é chato e que nada de interessante acontece nas nossas vidas. É uma inversãozinha no início, depois acaba se tornando interminável fonte de desentendimentos, depois pode fazer perder de vista a realidade... Como a palavra medíocre, por exemplo. A definição do dicionário é: “o que é de qualidade média”, mas as pessoas se acostumaram a usar essa palavra de forma pejorativa, como se seu significado fosse algo de ruim. Usou-se tanto a palavra de forma errada que o hábito a tornou feia, e se perdeu de vista seu real significado.

Às vezes a gente julga mal as pessoas que nos cercam, acha que elas não poderão suportar viver em um mundo sem ilusões, sem erros. Mas as pessoas se recuperam de desilusões, a verdade é sempre o melhor. Pode ser chata, pode ser mediana, mas ela é o que, deveras, existe. E não há como contornar eternamente, criar desculpas eternamente, usar “licenças poéticas” com a vida de verdade.

Posso tê-lo perdido de vista, mas Nietzsche continua sendo o único filósofo que fala à minha alma, ele quer derrocar os valores, ele quer criar um mundo sem ilusões.

E eu também quero, apesar de tudo.

Desde hoje, vinte e três de setembro, às 16h33.

Sinceramente, eu prometo.

8 Moedas no Cofrinho:

  1. Soft disse...
     

    Se a realidade fosse bonita o povo não via novela dona Ira... Quero falar contigo sobre o que te aconteceu para teres tomado essa atitude. Mas veja por mim, vivo a realidade de cada dia consciente da merda na qual estou atolado até o pescoço (e afundando) e mesmo assim não posso deixar que me afete o que tanto me diverte, as bobagens com pessoas tão realistas, e tão medíocres quanto eu, que chamo de amigos (medíocre, no sentido literal). Espero que a tua vontade de cair na real não afete isso em ti também, senão te engajarás em uma caminhada como a da nossa outra amiga, apática, sempre.

  2. Cris Andersen disse...
     

    Ta, não vou fingir que entendi algo que eu realmente naão entendi. Mas o sentimento eu captei e compartilho. Não que isso signifique muito.

    Saudade tua, precisamos nos ver mais seguido.

    E que as coisas medíocres possam ser suficientes as vezes.

  3. Conde Vlad Drakuléa disse...
     

    Eu também não entendi direito, confesso que fiquei preocupado contigo agora... Não brigas-te com ninguém espero? Seria apenas uma reflexão filosófica tua, uma maneira de proceder e ver a vida de agora em diante?...
    Estás bem? Tudo em ordem aí?
    Desejo que sim...
    Ânimo Iari, existem momentos realmente em que não devemos ter ilusões em relação à vida como ela é, então, devemos sempre proceder com os dois pés no chão e com o pensamento centrado na cachola ao invés de no meio do peito... A razão, no lugar da emoção, mas não são todos os momentos...
    Fiquei preocupado contigo, espero que esteja tudo bem aí...
    Beijos mon chér!
    Au revoir!

  4. Cris Andersen disse...
     

    tem que votar na enquete

    ^^


    e me explica?

  5. Cogumela =) disse...
     

    "Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão"

    Eu chorei. =/

    Meu blog é o mais "ilusionista" ou tenta ser, pelo menos.
    Eu vivo da doçura, dos acasos e da fantasia. Mesmo sabendo que estou "me-auto-enganando-a-mim-mesma" azar, eu deixo.

    A vida crua é dura de mais para o meu tamanho e eu não quero, como estudante de filosofia virar uma burocrata presa a palavras eruditas, ácidas que desvendam uma realidade triste, opressora e carnívora. Os valores mas, estou economizando minhas preocupações e meu dinheiro.

    Gosto mais do algodão doce se pensar que como núvem! ^^

    Cuide-se Iarima!

    beijo!

    =) Cogu..

  6. Cogumela =) disse...
     

    Acho que me empolguei!

    Desculpa as bobagens!

  7. Aline Dias disse...
     

    Iaiá, se eu peco é na vontade
    de ter um amor de verdade.


    E assim seja ele qual for... o amor.
    O bom de errar é aprender com o erro, não sei do que há, para comentar com lógica, mas o melhor do blog é não precisar mostrar lógica pra ninguém, sendo assim, do jeito que és.

    Gosto muito de ti, assim desse jeito que eu estou conhecendo.

  8. Moisés Corrêa disse...
     

    Hm...

    :)

    Viver na mentira cansa... Mas, realmente, eh a melhor maneira pra ver quem sao os nossos amigos.

    Amo-te ;)

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