Com Agulhas

Eu gosto de escrever, de inventar uns diálogos loucos em jantares imaginários. Eu gosto de roupas, invento uns modelos e luto pra dar as luzes, partos difíceis esses, idéias. Gosto de comprar roupas e sapatos, futilidades não, estilo próprio; não sou uma fashion victim - a vida é demasiado curta pra rótulos e embalagens estragadas. Eu gosto de café, de canecas e de planos de casamento. Gosto de mim, contudo e com tudo.

Com Canetas

Eu tenho um dois à esquerda na idade, mas não acho que sou tão velha. Chamo minha gata de nenê e dou apelidos adoráveis ao meu namorado. Eu tricoto porque me acalma, produzindo, me agradam as cores das lãs. Eu amo porque não vivo no gris, amor vivo, amo pessoas e filmes e livros e bichos. Eu tenho o Heitor, já me basta de tanto amor. Eu adoro a língua francesa, adoro as idéias parisienses e as boinas e os cafés.

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Trinta de Novembro


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Ainda não sei como dizer essas coisas – se elas não estiverem em uma carta quilométrica ou em um cartão gigante – mas eu quero que tu sejas sempre feliz e possas contar comigo. Com vinte, vinte e cinco, trinta ou cento e dois.

És uma das minhas pessoas favoritas e eu gosto de ti aos montes, estou te devendo um bolo e uma visita... Quem sabe amanhã, pra te levar a carta?

Feliz Aniversário, Victor.



Vinte e Um Anos de Heitor

Não tenho muitas palavras agora, só sei que te amo muito mais do que suponho e que estou muito feliz por estar contigo no teu aniversário.

O problema dos aniversários continuará a ser este: eu vou sempre ser a velha, mesmo que o meu primeiro choro tenha vindo apenas trinta e nove dias antes do teu...

Parabéns, amado, que possamos estar juntos – não importa em que estado civil – por todos os anos restantes, 90% de nossas vidas sendo passados juntos (já que, depois de quatro anos, nosso relacionamento representa cerca de 20% do nosso tempo total de existência).

Feliz Aniversário!

Ao meu Amado Heitor, no nosso Dia das Flores

Hoje, em 2004, nessas horas eu dormia. Nem sabia que o cara com quem eu tinha ficado se tornaria a pessoa mais importante de todas.

Hoje, em 2005, era o Dia do Papel. E eu só esperava ser lembrada. Recebi uma ligação, no celular – a gente nem tinha muito como se comunicar naquele ano tenebroso...

Hoje, em 2006, era o Dia do Algodão. E eu estava na faculdade, na minha aula preferida, mas só conseguia pensar em ti. Recebi uma ligação, dessa vez no telefone fixo, e como ronronamos um pro outro naquela hora.

Hoje, em 2007, era o Dia do Couro. E eu só queria te ver. E te vi, pela webcam. Essas tecnologias são boas e ruins: não pude dormir ao teu lado naquela noite, e isso me entristeceu.

Hoje é o Dia das Flores. O mais bonito entre todos esses. E hoje eu queria ter te acordado com uma flor e muitos beijos. Queria ter preparado um almoço contigo e, talvez, assado uns cookies. Queria um buquê... Mas, acima de todos os pequenos desejos, queria passear de mãos dadas contigo, felicidade plena, nesse dia mais importante de todos.

Quatro anos, meu amor, e o tempo se divide em dois. Parece que as cores empalidecem quando não estás comigo, porém esse desbotado me ajuda a perceber a vida que se encerra nos dias felizes que vivemos juntos.

Afinal, qualidade é sempre melhor do que quantidade.

E nós vamos perseverar, estaremos sempre juntos e, um dia, estaremos juntos no dia vinte e dois de agosto.

Amo-te, como sempre, mais e mais. Mal posso esperar pela nossa vida juntos.

Dois de Agosto

Eu só posso dizer o tanto possível sobre o meu aniversário de vinte e um anos. Com certo atraso, fato, mas a preguiça foi vencida por inúmeras investidas e desistências, precisava esperar para ver o todo. E isso só acontece com o distanciamento.

Foi um máximo, me diverti mais do que esperava. Me senti bonita, querida e parte de um grupo. Grupo formado por minha causa, ego leonino... Comemos muito, rimos, dançamos, jogamos vôlei com grupos de balões e jogamos Imagem&Ação. Quis que durasse pra sempre e quis que acabasse logo. Vivi aquele momento a plenos sentidos, sim, antes de jogá-lo nas minhas lembranças.

A Ariadne me fascina com suas risadas de galpão, com sua prontidão pra por a mão na massa – no nosso caso, na carne de hambúrguer - , e sua personalidade absolutamente única. Ela não conhecia algumas pessoas, ninguém muito bem (além de mim), e não teve problemas em se entrosar. Sua presença não poderia ser dispensada, ainda bem que ela veio.

A Cristine traz consigo o recomeço, um sopro de ar novo nas minhas relações meio estagnadas. E o legal é que ela ainda me conhece como poucos, não mudei tanto quanto ela pensa. Só uso cores, cortei a franja e pintei o cabelo. Aqui dentro é a mesma coisa. Quero muito falar com ela, precisamos ter encontros semanais no Café Cult pra pôr em dia nossos fragmentados sonhos de lembranças de todos esses inúteis anos de separação.

O Filipe, meu querido irmãozinho, está crescendo. E é a melhor companhia de todos os dias que eu poderia desejar ter.

O Moisés é uma das maiores influências na minha vida. A alma de qualquer festa.

O Heitor é o umbigo do mundo. O amo mais e mais, sempre em expansão. Nem tenho como precisar tudo, agradecer por tudo. Só posso ser feliz porque ele existe e, com todas as opções de meninas no mundo, ele me escolheu...

A Kali estava chata.

E isso tudo, muffins incendiários, almôndegburgers, brigadeiro desafiador, bolo de leite condensado da Ieda, mimimis foram antes do meu aniversário...

O dia dois foi calmo, tive tempo pra refletir.

Começo um diário, preciso escrever com a caneta. E minha vida vai melhorar muito. Com vocês, não pode piorar...

Obrigada pelo chicote, Cris e Moisés. Obrigada pela lã vermelha, senhor Honorovo. Obrigada pelo casaco mais fashion do mundo, pelo colete mais charmoso e pela legging mais estilosa, Heitor. Obrigada pela camisa mais tchénha e pelos sapatinhos mais “minha cara”, querida sogra. Obrigada pelas botas lindas e confortáveis, “vó” Wanda. Obrigada pela sombrinha adorável e pelo kit de frescurinhas de banho, “vó” Maria.

Obrigada aos meus amigos de Orkut pelos recados, ao Victor – que fez falta aqui, mas precisamos falar e falar – pela homenagem no blog e tudo mais.

Agora tenho vinte e um anos. E cada vez me sinto melhor.