Feira do Livro
Mas agora acabou, as livrarias retiram seus livros, os operários desmontam as banquinhas e eu me sento no redondo da frente do Sete de Abril mais uma vez, mas sozinha agora. A Feira sempre me viu acompanhada, me viu com a minha pessoa predileta entre todas - de mãos dadas e vendo os livros queridos que me reconfortam em horas de decisões difíceis, antes de todas as saudades que sempre se seguem às pequenas viagens à rodoviária... - , me viu com o meu melhor amigo, com amigas novas que são muito queridas... Revi amigos velhos de bebedeiras vespertinas (ok, o único amigo velho de bebedeiras vespertinas), gente do CEFET, o Mr. Mime e a Roberta... Agora as coisas voltam ao comum, mas nem tão comum.
A Feira se vai, mas a Praça continua. Eu ganhei livros e comprei presentes lá, ganhei e dei beijos e abraços.
Ainda verei a Aline e a Scheila, falarei muito com o Moisés e o Heitor é o constante deleite da minha vidinha de tricoteira desocupada (calor não permite o tricô). Porém a melancolia pós-Feira é inevitável ao ver seus resquícios sendo apagados dia após dia toda vez que saio do apartamento, ao comprar pão ou ir ao correio, ao ir à casa do Moisés ou ao Café.com.
Acho que vou precisar de caminhos alternativos.
