La Fille Fiévreuse dans La Cité
Em dias pós febre alta, eu deveria ficar em casa. Tapadinha, reclamando da vida e fungando.
E eu até ia, cheguei a desmarcar com a Aline (mas quero tricotar contigo assim que puderes)... Mas resolvemos sair mesmo assim, o Heitor tinha burocracias pra atender e eu queria pegar meu sobretudo. Esperamos por muito tempo o ônibus, passamos uma meia-hora sendo sacolejados, descemos e fomos aos bancos. Foi um pouquinho chato, mas foi só sair do Banrisul que a alegria voltou, aos poucos. Às vezes se tem problemas, se guarda problemas, se esquece de falar. Mas não temos de falar sobre tudo, esmiuçar os detalhes até a perda da noção do contexto. Foi melhor assim, uns minutos de silêncio antes das risadas de Kung Fu Panda. Antes de assistirmos ao filme, porém, encontramos com a Cris (vou tomar conta dos arranjos para um encontro contigo, querida) e falamos de amenidades. Amenidades são ótimas com alguém de quem se gosta. Espero que a noite de RPG dela, do Moisés e do Pablo tenha sido legal.
Como foi a nossa, assistindo a uma animação e nos irritando com uma criança chorona. O filme é engraçadinho, bem do jeito que eu precisava em um dia convalescente. Depois fomos ao McDonalds porque queríamos os copos das Olimpíadas... O lanche não estava tão ruim (porque não tinha gosto de nada), o problema foram as cebolas. O que eu não faço por amor, hein? Comi o Cheddar McMelt mais acebolado do mundo. 100% carne bovina, dizia a caixinha. Uhm, tudo bem... Mas os copos são legais e feitos pra caber nos bolsos da jaqueta do Heitor.
Na avenida, esperando pelo ônibus certo. Meus pés doíam por causa das botas (lindas e estilosas, mas malvadas) e eu estava regurgitando as porcarias do Ronald McDonald, porém estou melhor. Esqueci da dor de garganta e agora estou a tecer minha manta francesa.
Tomara que o dia da Aline também tenha sido bem legal. E o dia da Cris. E o dia do Moisés. E o dia de tantas gentes legais...
