Com Agulhas

Eu gosto de escrever, de inventar uns diálogos loucos em jantares imaginários. Eu gosto de roupas, invento uns modelos e luto pra dar as luzes, partos difíceis esses, idéias. Gosto de comprar roupas e sapatos, futilidades não, estilo próprio; não sou uma fashion victim - a vida é demasiado curta pra rótulos e embalagens estragadas. Eu gosto de café, de canecas e de planos de casamento. Gosto de mim, contudo e com tudo.

Com Canetas

Eu tenho um dois à esquerda na idade, mas não acho que sou tão velha. Chamo minha gata de nenê e dou apelidos adoráveis ao meu namorado. Eu tricoto porque me acalma, produzindo, me agradam as cores das lãs. Eu amo porque não vivo no gris, amor vivo, amo pessoas e filmes e livros e bichos. Eu tenho o Heitor, já me basta de tanto amor. Eu adoro a língua francesa, adoro as idéias parisienses e as boinas e os cafés.

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Heureuse hier, heureuse aujourd'hui :D

Quanto calor fez nesse domingo. Pois é, quantitativo mesmo... Estranho tudo isso no meio de julho. Mas mesmo assim, me diverti pacas...

Almoço de domingo na casa da vó do Heitor, as minhas já não existem , Heitor, passeiozinho no calçadão do Laranjal o que estraga são as pessoas e seus carros bizarramente baixos, com equipamento de som no lugar de passageiros e todo mundo parado na volta, mexendo a cabeça em ritmos regulares, esmalte novo e rosa , cabelos decentes, mariola, Heitor, Carla Bruni e Regina Spektor, volta do Tcheco ao Grêmio jogando bem!!! , o término da parte azul Liberté da minha manta francesa, visitas à família do Heitor que berram que nem a minha família italiana , Club Social Integral, Sweeney Todd, partes do Miss Universo A fábrica venezuelana voltou a vencer!, suco de laranja, Heitor, Tetris, colete novo, início promissor da minha primeira manta de tricô, fotos legais, mola maluca, Frica, Kali, Heitor, risos, Dia Mundial do Rock...

Que legais as coisas do mundo, nessa segunda vou levantar cedo com o Heitor, tomar café da manhã, andar no calçadão, ir pro centro, fazer a bainha no casaco perfeito meu trench coat lindo! , iniciar a parte branca Égalité da minha manta francesa, almoçar com a outra vó, passear no calçadão, Heitor e mais um monte de coisas que eu ainda nem sei o que vai ser. Se alguém tiver alguma sugestão, liga pro meu celular. Estou feliz e aberta a passeios diferentes...

Tenho que ir dormir, matar mosquitos, tricotar mais umas coisas e tals.

Já que estou aqui, não posso esquecer:

La Marseillaise - Claude Rouget de Lisle

Allons enfants de la Patrie
Le jour de gloire est arrivé
Contre nous de la tyrannie
L'étendard sanglant est levé
Entendez vous dans les campagnes
Mugir ces féroces soldats
Ils viennent jusque dans vos bras,
Egorger vos fils, vos compagnes

Aux armes citoyens! Formez vos bataillons!
Marchons, marchons,
Qu'un sang impur abreuve nos sillons

Français, en guerriers magnanimes,
Portez ou retenez vos coups !
Epargnez ces tristes victimes,
A regret s'armant contre nous.
Mais ces despotes sanguinaires,
Mais ces complices de Bouillé,
Tous ces tigres qui, sans pitié,
Déchirent le sein de leur mère !

Aux armes citoyens! Formez vos bataillons!
Marchons, marchons,
Qu'un sang impur abreuve nos sillons

Amour sacré de la Patrie
Conduis, soutiens nos bras vengeurs!
Liberté, Liberté chérie!
Combats avec tes défenseurs
Sous nos drapeaux, que la victoire
Accoure à tes mâles accents,
Que tes ennemis expirant
Voient ton triomphe et notre gloire!

Aux armes citoyens! Formez vos bataillons!
Marchons, marchons,
Qu'un sang impur abreuve nos sillons.

Bravo pour La France!

La plus Belle Chanteuse du Quartier

Ela veio como curiosidade, a esposa nova do Monsieur Sarkozy. Soube, pela televisão e pelo Terra que fora modelo, e agora cantava. Bonita, ai que raiva de gente assim! Cada dia mais elegante, viagem ao Egito e um simplório suéter azul marinho cai nela como um tailleur Channel não cairia em uma réles mortal, roupas cinzas e uma boina - très, très chiq! Oui, elle est magnifique! Dior, Dior... - ao reverenciar a rainha da Inglaterra. Hmm, Discografias! Carla Bruni, qual é a dela cantando? Quelqu'un m'a dit, vou baixar. Pois é, escuto depois. Depois... Agora é a hora. Legalzinho, mas tenho de ir.

E eu parei pra ouvir, mesmo, hoje. De verdade, sozinha em casa, luz indireta logo depois do banho... E ela ganhou a minha alma exigente, e não só por seus ronrons. Porque ela canta docemente, se encaixa nos meus momentos e já toma conta da minha memória musical...

L'amour, hum hum, pas pour moi,
Tous ces "toujours",
C'est pas net, ça joue des tours,
Ça s'approche sans se montrer,
Comme un traître de velours,
Ça me blesse, ou me lasse, selon les jours

L'amour, hum hum, ça ne vaut rien,
Ça m'inquiète de tout,
Et ça se déguise en doux,
Quand ça gronde, quand ça me mord,
Alors oui, c'est pire que tout,
Car j'en veux, hum hum, plus encore,

Pourquoi faire ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
A quoi bon se laisser reprendre
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour ça ne va pas,
C'est pas du Saint Laurent,
Ça ne tombe pas parfaitement,
Si je ne trouve pas mon style ce n'est pas faute d'essayer,
Et l'amour j'laisse tomber !

A quoi bon ce tas de plaisirs, de frissons, de caresses, de pauvres promesses ?
Pourquoi faire se laisser reprendre,
Le coeur en chamade,
Ne rien y comprendre,
C'est une embuscade,

L'amour, hum hum, j'en veux pas
J'préfère de temps en temps
Je préfère le goût du vent
Le goût étrange et doux de la peau de mes amants,
Mais l'amour, hum hum, pas vraiment !

Garanto que ela teve de consolar o Sarky e dizer que: Avec toi, je veux l'amour! Vraiment, mon chéri!

E ela é italiana, viu? Aiai... Dá raiva, mas ela é tão hipnótica...



Je n'ai plus honte de ne pas me satisfaire avec peu. Je suis exigeant avec les nourritures, les vêtements, les personnes, les couleurs d'émail et de rouge à lèvres. Je ne veux, ni n'a pas jamais voulu, ne pas être égal. Mais je ne vais aussi pas mourir si ce n'est pas totalement différent du reste du monde.

Je ne frotte plus ma connaissance dans le visage des autres, néanmoins je sais dont sais, et ne serai pas modeste pra de satisfaire.

Il ne me convient pas de satisfaire, seulement veux être les choses que je veux être.

Et j'ai aimé mes mots nouveaux, mon domaine dans ce monde vaste. Et goût de telle façon du son, de l'apparence et de l'âme d'elles, que je ne les traduirai pas ici.

Coquetel do Rotary

Então costume paulista do Heitor que pega , prometi comentários maldosos sobre um certo coquetel de sexta-feira passada. Aqui os escreverei, da melhor maneira possível (e da mais maldosa, também...).

Começando pelo começo, meu sogro é um membro do Rotary Clube. Ficamos (Heitor e eu) surpresos com esse súbito acontecimento o Zé não parece do tipo conservador e mofado , mas ele parecia estar se divertindo com seus próprios comentários maldosos, dirigidos aos membros mais estereotipados do tal venerando grupo. Todos esses acontecimentos convergiram no coquetel da sexta-feira passada... Nós não tínhamos idéia do que nos esperava no Clube Diamantinos.

Eu não conhecia ninguém do Rotary, além do casal de amigos machadiano dos meus sogros. Nós dois já sabíamos o que esperar, o que começou com o dilema das roupas do Heitor. “Meu filho, tu não vais assim! De calça jeans, com esse casacão... E de toca ainda por cima!”. Depois de algumas reclamações, resmungos e bravatas, nós dois estávamos prontos – eu fiquei bem bonitinha, com as roupas da minha mala. Eu tinha certeza da inveja com que me olhariam, mesmo se eu fosse totalmente mal-vestida... Afinal, eu estou na flor dos meus vinte anos – memória longínqua para a maioria daquelas mulheres retocadas, plastificadas e vazias.

E foi assim mesmo, morto de frio e apresentável, o casal de jovens foi apresentado ao salão de relíquias da metade do século passado. E eles se refestelaram à vista das nossas carnes frescas! Aliás, estou a citar um dos mofados, quero dizer digníssimos senhores. Abraçou-me com tanta vitalidade que eu pensei que ele fosse ter um ataque cardíaco e cair morto, ali mesmo, da tamanha excitação ao enxergar um casal tão sem plásticas e hipocrisias. E tomamos conhecimento do tal senhor ainda na antecâmara, não havíamos sequer adentrado no salão!

No salão, tantas mesas com tantos velhos – cujas idades somadas nos levariam de volta, quiçá, aos dias de Cristo! – que eu esqueci do todas as minhas embrionárias ruguinhas. Ao sermos escoltados pelos pais do Heitor casal mais jovem do Rotary, devo adicionar pelo salão, apertamos mais algumas mãos moles e rugosas, fui abraçada entusiasticamente mais algumas vezes, até nos sentarmos. Desse momento em diante, foi só diversão. Primeiro, notamos as mais diversas celebridades – Padre Marcelo Rossi, o Pingüim do Batman o dirigido pelo Tim Burton, o Antonio Fagundes esse estava na nossa mesa e até uma caquética Amy Winehouse aplique hediondo no cabelo e tudo. E, aos oriundos do Ensino Médio do CEFET: estávamos sentados com nossa amada ex-professora de geografia do primeiro ano, a memorável Jacqueline. Sim! Ela mesma! Agora está de marido novo... Com quantos será que ela já o enganou?

Mas houve comida! E como... Devemos ter engordado uns quilinhos ali, enquanto nos empanturrávamos de salgadinhos e canapés, bolinhas de queijo e croquetes oh yeah, o Rotary serve croquete tembém... Nós comemos como se não houvesse amanhã, e é o que vocês devem fazer também se algum dia forem a um coquetel de algum clube venerando como esse.

Enquanto tínhamos mini-quiches de frango nas bocas e nos pratos, fomos convidados a levantar e saudar o pavilhão what the hell? : os discursos começavam. Lindo, nós fazendo algo absurdo. Em seguida, cantamos o Hino do Brasil e do Rotary tudo com legendas, claro. Garanto que nem os membros do Rotary sabem cantar o hino – ou lembram, porque o Alzheimer ‘tá comendo naquele lugar e ouvimos o maravilhoso e grandiloqüente discurso do querido prefeito Fetter Júnior membro do Rotary, ele certamente vive pela premissa do grupo: fazer o bem sem olhar a quem... . Tive de baixar a voz ao fazer comentários adoráveis sobre o prefeito – se não corria o risco de ser perseguida com tochas por aquelas pessoas.

Os discursos acabaram, nós comemos mais um monte, pouquinho, e então veio a apresentação artística.

Um cantor lírico – sei lá o que Muñoz é seu nome - , vencedor de inúmeros prêmios de segunda categoria estou sendo bondosa, a categoria deve ser mais baixa nos agraciaria com sua interpretação de clássicos da música mundial. Além de sua notável presença notável mesmo, com aquele terno absurdamente cintilante não havia um cego – e devia haver vários na platéia – que não o percebesse , alguns bailarinos meio pesados e toscos interpretariam suas canções. Depois de alguns assassinatos lingüísticos, digo canções, eu comecei a cochichar ao ouvido de meu namorado “Imagina se ele resolve cantar Piaf!” E, boca maldita a minha, ele cantou Piaf. Hymne à L’amour... Absurdo. Se eu já não tivesse notado sua completa tosquice lingüística, notaria no momento em que ele abriu a boca.

Ele cantou assim:

Le ciel bleu sur nous peut s'écrouler tá errado, o certo é “s'effondrer”!
Et la terre peut bien s’effondrer tá errado, o certp é “s’écrouler”!
Peu m'importe si tu m'aimes
Je me fous du monde entier
Tant qu'l'amour inond'ra mes matins
Tant que mon corps frémira sous tes mains
Peu m'importe les grands não existe isso problèmes
Mon amour puisque tu m'aimes

J'irais jusqu'au bout du monde
Je me ferais teindre en blonde
Si tu me le demandais
J'irais décrocher la lune
J'irais voler la fortune
Si tu me le demandais

Je renierais mes amis errou de novo, o certo é “ma patrie”
Je renierais ma patrie novo erro ridículo, a forma correta “mes amis”
Si tu me le demandais
On peut bien rire de moi
Je ferais n'importe quoi
Si tu me le demandais

Nessa parte, ele murmurou umas palvras ridículas, uma tentativa frustrada de poema, tão brega e piegas quanto o terno cintilante dele (Clube Diamantinos não é Las Vegas e tu não és o Elvis Presley). Ele o fez, certamente, pela sua gritante inaptidão na língua francesa. Não falo francês muito bem, mas sei pronunciar os “e” mudos e também sei que a pronunciação referente aos acentos agudo, grave e circunflexo no “e” não é a mesma do português. Deplorável. O certo seria, mas nem tão certo porque ele errou coisas básicas: Si un jour la vie t'arrache à moi
Si tu meurs que tu sois loin de moi
Peu m'importe si tu m'aimes
Car moi je mourrais aussi

Nous aurons pour nous l'immensité que surpresa, ele inverteu de novo. Aqui, é “l’éternité”!
Dans le bleu de toute l'éternité lê-se (ou canta-se, se tens pelo menos alguma noção de francês – nosso amigo cantor não tinha) “l’immensité...
Dans le ciel plus de grands inventando de novo problèmes
Mon amour crois-tu qu'on s'aime
Dieu réunit ceux qui s'aiment

Absurdo... Enfim, não vou postar tradução porque realmente não importa nesse caso. O que, de fato importa, é que estou cansada de escrever. E vocês devem estar cansados de ler também, me estendi bem mais do que pretendia... Essa música causou o temporário blecaute das minhas habilidades depreciativas, então só vou acabar dizendo que, daí em diante, foi só comilança, táticas divertidas de “como não se entediar em festas do Rotary” e felicidade. Afinal, eu estava com o Heitor e nós nos divertimos em qualquer situação salvo mórbidas exceções, acredito, mesmo em uma convenção de antigüidades.

Vou-me embora.

C’est lui que Mon Coeur a Choisi

Je me rappelle plus comment on s’était rencontrés
Je ne sais plus si c’est lui qui a parlé le premier
Ou bien si c’était moi qu’avais fait les avances
Ça n’a pas d’importance
Tout ce que je veux me rappeler:

C’est lui que mon coeur a choisi
Et quand y me tient contre lui
Dans ses yeux caressants
Je vois le ciel qui fout le camp
C’est beau c’est épatant
Il a pas besoin de parler
Il a qu’à me regarder
Et je suis à sa merci
Je ne peux rien contre lui
Car mon coeur l’a choisi

Je ne sais pas s’il est riche ou s’il a des défauts,
Mais de l’aimer comme je l’aime, un homme est toujours beau.
Et quand on va danser, qu’il pose sur mes hanches
Ses belles mains si blanches,
Ça me fait froid dans le dos.

Je sais pas ce qui m’arrivera, si ça durera longtemps,
Mais je me fiche du plus tard, je veux penser qu’au présent.
En tout cas il m’a dit qu’il m’aimerait toute la vie
Ce que la vie sera jolie
Si il m’aime… pour tout le temps!


C’est lui que mon coeur a choisi
Et quand y me tient contre lui
Dans ses yeux caressants
Je vois le ciel qui fout le camp
C’est beau c’est épatant
Il a pas besoin de parler
Il a qu’à me regarder
Et je suis à sa merci
Je ne peux rien contre lui
Car mon coeur l’a choisi


^^

Um textinho báááááásico ^^

Beeem...

Não tenho nada de novo para postar, fora uma historinha très banal em français :)

Un bonjour à la famille

George Desmoulins est français. Il a 33 ans et il est caissier dans un magasin de vêtements d'hommes à Paris. Il est brun et il a des yeux noirs. Il se lève à sept heures et demi du matin et va à la salle de bains pour aller au toilette, laver le visage et se brosser les dents. Il est marié à Amélie Berger. Elle est allemand et elle a 31 ans. Elle travaille comme secrétaire dans un bureau d'informatique du centre ville. Ils ont une enfant, Louise. Elle a 10 ans et elle se lève tôt aussi pour aller à l'école. Ils prennent le petit-déjeuner ensemble. Sur la table il y a du café, du lait, du fromage, du pain, du jus d'orange, du beurre et des fruits. Ils mangent et ils parlent de la journée à venir. Après le repas, la famille s'habille et quitte la maison en voiture. La mère conduit le véhicule parce qu'elle travaille le plus loin. Ils descendent de la voiture chacun à leur tour et commecent la journée.


A Dúnia está a caminho e coisas ^^

Falta cada dia menos pro Heitor chegar...

E hoje eu acabei de escrever 2 contos \o/

J'aime des jours créatifs !

Au revoir!!